Não se pode acreditar em tudo o que se vê na internet, mesmo. Um belo exemplo são as fotos exibidas em páginas pessoais ou em redes sociais, nossa “porta pra fora” com o mundo e as pessoas.

De uma maneira divertida, duas marcas souberam explorar esta questão de uma maneira bem-humorada, revelando que aquilo que se vê por aí pode não representar exatamente a realidade.

Samsung

Gold`s Gym:

Gold`s 1

Gold`s 2

Gold`s 3

Concidencia criativa ? Parece que sim, mas pelo menos o resultado ficou legal.

Colocarei aqui abaixo uma crônica bem interessante do Arnaldo Bloch sobre o caso do assassinato do cartunista Glauco Villas Boas. Arnaldo aborda a questão do Santo Daime, o uso de substâncias psicoativas e faz uma reflexão bem legal sobre essa relação “drogas” e ser humano.

A crônica é de hoje, dia 27, e foi retirada do site do jornal O Globo.

“Crônica de hoje: uma reflexão sobre drogas e Daime

Por Arnaldo Bloch

Estive pensando em como a questão das drogas, por si só, provoca distorções de percepção, por mais careta que seja, ou esteja, a pessoa que se envolve em discussões sobre o assunto. Por exemplo, o Jojó entorna uns chopes, dá dois num baseado e passa uma cantada grosseira numa senhora de boa família. A grande maioria dos observadores dirá que o Jojó agiu assim por causa do bagulho e da gelada. Só uns gatos pingados dirão que o Jojó é assim mesmo, inconveniente, que o goró tem pouco, ou nada, a ver com o caso.

Se, por outro lado, o Jojó for para casa e, antes de puxar um ronco, telefonar para o Retiro dos Artistas anunciando uma doação gorda para a Páscoa dos velhinhos, os que souberem de seu ato dirão que o Jojó é generoso, um cara legal, um santo. Poucos atribuirão seu impulso à maconha e ao álcool, a não ser, é claro, que o Jojó seja um tremendo mão-de-porco que só coça o bolso quando bebe e fuma. Assim caminha o senso comum.

E o senso comum é ótimo quando não exclui a inteligência. Quando manipulado para criar verdades absolutas sem reflexão, tornase uma arma perigosa. Difundir em massa, por exemplo, que a morte do cartunista Glauco é uma evidência incontestável de que o Daime produz assassinos impiedosos é manipular o senso comum. Quantos assassinos os círculos que tomam o chá “produziram” nas últimas décadas? Há outros casos suspeitos relatados? Por outro lado, quantas são, comparativamente, as mortes provocadas por uso indevido de remédios e álcool? Alguém já investigou a influência de surtos de ansiedade por ingestão de litros de café por jornada de trabalho num comportamento criminoso?

Dizer que o ayahuasca (a bebida indígena utilizada pelo Daime e outras congregações, a maior parte religiosas) agrava surtos de esquizofrenia (doença da qual o assassino de Glauco sofria) é chover no molhado. A ingestão de qualquer substância que amplie os sentidos pode agravar uma psicose.

Um indivíduo diagnosticado como esquizofrênico deve ser resguardado de ingerir qualquer coisa que não sejam as drogas receitadas por seu psiquiatra. Se, contudo, a família decide que ele pode frequentar cultos de Daime e seus líderes o recebem com o propósito de curá-lo, é um risco calculado por todos. Isto, é claro, não garante, nem de longe, que o ato que levou à morte de Glauco esteja associado ao processo que ele viveu naquela comunidade, inclusive porque o assassino, usuário de cocaína e crack, drogas que consumiu a caminho do local da tragédia. Usar tais correlações categóricas para questionar
o fato de o ayahuasca ser hoje uma bebida legalmente utilizada é tão irresponsável quanto o eventual mau uso da substância.

Já tomei o chá em dois âmbitos. Da primeira vez, com uma tribo no Acre, durante uma noite inteira, no meio da floresta, sem qualquer ligação com o culto do Santo Daime. Interessava-me mais beber com os índios, num ambiente dissociado do caráter sincrético-religioso que em muito desvirtua o sentido de
seu uso original. Da segunda vez, no Rio, participei de uma celebração do Daime com quase trinta pessoas. Não experimentei, nas duas ocasiões, nem êxtase nem desespero. Não senti alterações na noção do tempo. O que vivi, ao contrário, foi um longo percurso de exame existencial em estado de alta consciência, e, em paralelo, um conjunto de visões que, entre si, formavam uma lógica de integração dessas percepções individuais com o que estava à minha volta (sobretudo na Amazônia, embalado pelos sons e o céu da floresta).

Nas duas experiências, só vi, no comporta mento dos outros, ímpetos de comunhão e busca de paz. A culpa que havia ali estava na consciência de cada um, confrontada com um sentido ampliado do inconsciente e da ancestralidade. O que chamo de ancestralidade, independentemente de estar ou não relacionada com espíritos ou entidades (como creem os índios) ou com Jesus e Maria (como creem os cultores do Daime) integra o conjunto de símbolos que constroem a psique humana em sua marcha civilizacional, transmitida de geração em geração. Símbolos que, estimulados pela bebida, desfilam ante o pensamento, que traduz as metáforas num léxico que muito ensina sobre o que somos, o que fomos e o que podemos vir a ser. A maioria de pessoas que tomaram o chá com quem conversei relatam, em essência, a mesma coisa. Algumas creem que divindades estão presentes. Outras, como eu, pensam que isso nada tem de sobrenatural. E que tem tudo a ver com evolução.

Foi a experiência mais significativa que vivi. Se eu morrer hoje, já terei visto aquilo que precisava ver. Sou judeu e tenho uma tendência ao agnosticismo que inclui ciclos de maior e menor aproximação com a ideia de Deus. Bem sei das mazelas que a religião, com ou sem chá, podem provocar. Bem sei, também, que o ayahuasca pode precipitar, em alguns casos, problemas psíquicos ainda não manifestos num indivíduo, como outros estímulos, químicos ou emocionais, podem fazer.

Sei também que, embora entorpeça e provoque vivências dolorosas dentro desse exame que uns chamam de “trabalho”, não intoxica, não pesa no fígado, e, na maior parte das vezes só traz boas emanações, num espectro coletivo. Por incrível que pareça, não conheço relato de alguém que tenha burlado a proibição de se vender o ayahuasca, o que é um tanto misterioso. E raríssimos relatos de uso individual, sem assistência, desta poderosa poção que se populariza mundo afora. Glauco, certamente, sabia disso.

A infelicidade que se abateu sobre sua família e sua comunidade não justifica invalidar-se, com meia dúzia de loquazes fórmulas preconceituosas, tudo de bom que se acumulou através do uso de um chá milenar, já conhecido de civilizações pré-colombianas de alto saber, e que tem muito mais história que as vozes desejosas de parar o tempo através da amplificação consciente do medo e da ignorância.”

EXPO GRAFIK #3

Março 23, 2010

De 19 de março até 15 de abril, na Cucaracha, em Ipanema, a exposição Expo Grafik #3.

http://www.deug.fr

http://heolart.canalblog.com

NY-Z

Março 23, 2010

Foi pro ar o filme da vodka Absolut com o rapper americano, e superstar, Jay-Z.

“An ABSOLUT collaboration with Jay-Z”

O mini-documentário, já que tem apenas 15 minutos, recebeu o nome de “NY-Z” e foi dirigido por Danny Clinch. Jay-Z fala sobre Nova Iorque, sua infância, música e suas motivações como artista. Isso tudo antes do dia 9 de setembro de 2009, dia em que o rapper lançou seu último cd “Blueprint 3” (já comentado diversas vezes aqui no blog).

Vale a pena ver o vídeo, que, infelizmente, poderia ser maior. Mas só de poder assistir os bastidores do show já tá bom.

Abaixo o vídeo:

Segunda-feira

Março 8, 2010

Muito tempo sem dar as caras por aqui. Então coloquei um texto que essa segunda-feira me fez lembrar:

Domingo foi um dia nulo. Não coloquei meus pés para fora de casa. A água escorria aos montes do céu, e nada do tempo firmar. Detesto molhar o corpo vestido, e assim, não saí da proteção de minha casa. Pra mim, dia de verdade, só quando damos uma caminhada, quando sentimos a brisa do mar a tocar o nosso rosto. Daí sei porque nunca poderia ser verdadeiramente feliz onde morei, na serra – cidade de Pedro –, ali faltava a porta de saída da terra, a porta que traz a brisa libertadora – essencial para os claustrofóbicos-terrestres.

O vento passou o dia inteiro a cantar lamúrias de tristezas em meus ouvidos. E fiquei durante horas lendo, conversando ou vendo tv, esperando o céu mudar de humor: o que aconteceu apenas nas primeiras horas de luz de segunda-feira – como que por um castigo divino. A praia, antes chorosa, se encheu de sorrisos, dela própria e daqueles sortudos que aproveitam as férias.
Segunda-feira de sol, quase um pecado ir trabalhar.

O Futuro do papel

Março 4, 2010

A evolução das mídias se dá em um processo evolutivo com uma velocidade exponencial. Normal, tendo em vista que tudo aquilo que diz respeito à mídia é (ou deveria se) inovador, portanto, nada mais natural que as inovações tecnológicas serem substituidas ou modificadas com o passar do tempo.

No discurso fica fácil, complicado é quando isso envolve perda de market share, demissões e a obsolência de todo um mercado devido à chegada de uma nova tecnologia.

Sendo assim, o que fazer ? E se o mercado não acreditar mais no seu veículo / mídia para anunciar ? Tendo em vista esse cenário que os principais editores de revistas americanas se reuniram em uma espécie de manifesto que busca evidenciar a importância do veículo e seu crescimento de mercado.

Longe de querer incomodar qualquer editor de revista internauta por ai, mas, se a mídia impressa é tão eficaz, pq uma ativação de manifesto no Youtube ?

Mais humilde, pé no chão e eficaz foi o jornal Espanhol “El Mundo”, que divulgou um vídeo com sua visão de como o futuro do jornal e da mídia impressa se dará, divulgando as diversas possibilidades que o jornalismo ganha com a internet e seus gadgets tecnológicos.

2 pontos de vista, uma verdade: os tempos estão mudando.