N.E.R.D. – Run to the Sun

Nas and Damian Marley – As We Enter

Aloe Blacc – I Need a Dollar

Boa noite – domingo

Junho 14, 2010

Boa noite não, boa madrugada! Mas vale a pena porque o som de hoje não podia ser melhor.

Esse clipe foi lançado a poucas horas atrás. Regravação do clássico “Ponta de Lança Africano (Umbabarauma)”, do disco “África Brasil” (1976) de Jorge Ben Jor. Gravação realizada em março de 2010 no estúdio YB, em São Paulo.

Versão por Jorge Ben Jor e Mano Brown.

Música produzida por Daniel Ganjaman e Zegon.

Co-produção Gabriel Ben Menezes.

Vocais de apoio por Negresko Sis (Anelis Assumpção, Céu e Thalma de Freitas).

Instrumental por Duani Martins, Gustavo Da Lua e Pupillo.

Vídeo por Big Bonsai. Produção executiva Kultur Studio.

Realização Nike Sportswear.

Bom, agora vamos a ela:

Copio, abaixo, um texto bem interessante com o qual me deparei pela grande rede. Uma análise bem legal do que a Copa do Mundo representa para o mundo e para nós, brasileiros.

“Extra-fascinante

Um evento capaz de reunir o mundo todo em apenas um país, a Copa do Mundo mostra o poder que há na união dos povos gerada por um simples objeto: a bola. Ela que é o fundamento primário de um simples esporte: futebol. Este que é o responsável por fazer que pessoas com trajetórias de vidas tão diferentes, de locais tão distintos se duelem numa disputa que tem como objetivo levar um troféu para a casa dado ao time vencedor, mas que agrega um valor imensurável do ponto de vista social… um fascínio que aproxima.

Em 1998, na França, dois países politicamente e culturalmente rivais se enfrentaram em campo. Antes de a partida começar, válida pelo grupo F da competição, jogadores das seleções dos EUA e do Irã trocaram flores entre si, posaram para fotos juntos e deixaram registrado um momento único. Na bola o Irã venceu (2 a 1) e este resultado pode ser mais significativo aos iranianos que os três pontos computados na tabela, porém nada mais foi do que um simples jogo… um fascínio irrelevante.

A tese de que no campo estão vinte e dois homens correndo atrás de uma bola é proferida pelos ‘não-admiradores’ do futebol. Mesmo esta pessoa que não assiste e nem acompanha o esporte vai dar uma olhada. Nem que seja somente no jogo do Brasil, mas ela não irá resistir e dará uma espiada na tevê para ver quem está ganhando e se a Seleção está jogando bem. Não vai ter muitas alternativas, pois o seu chefe o dispensou do serviço para assistir a partida (ou um aparelho de televisão de 42 polegadas estará ligado no local de trabalho). Se for para a casa, encontrará parentes que não via a muito tempo e uma partida se torna motivo para reunião familiar… um fascínio que contagia.

Ao terminar o primeiro tempo, todos vão para a cozinha atrás de um lanchinho. Outros vão para janelas ou varandas e observam o movimento das ruas. Logo percebem que muitas delas estão enfeitadas de verde e amarelo, com o asfalto pintado com a bandeira do Brasil e desenhos da Copa. É um movimento involuntário, sem vínculo algum com nada a não ser com o orgulho de expressar o amor pela pátria. Tudo bem que isto só acontece de quatro em quatro anos, mas pelo menos o brasileiro acha um motivo para extravasar seu amor pelo país, amor este que fica enrustido e quando é liberto explode de emoção, vibração e entusiasmo… um fascínio empolgante.

Na volta para a etapa final, todos sentam em frente da mais moderna TV disponível no mercado que foi adquirida numa mega loja de eletrodoméstico como parte de uma promoção especial. Várias casas renovam o retângulo mágico em época de Copa, atraídos pelas ofertas tentadoras que lojas do ramo oferecem. E não são só elas que utilizam a Copa como ferramenta para aumentar o fluxo de caixa. Diversas empresas dos mais diferentes nichos usam e abusam do futebol e da marca ‘Brasil’ para movimentar a economia. Como possuem muita sabedoria, os empresários põem em seus produtos detalhes em verde e amarelo e logo assim, num passe de mágica, tem seus produtos ligados à Copa… um fascínio que vende.

O jogo rola e se percebe um barulho forte: o som das vuvuzelas. No estádio dá para perceber que o torcedor sopra com vontade a poderosa corneta, capaz de criar uma sinfonia personalizada nunca antes ouvida – e será a marca desta Copa na África do Sul. Todos no estádio estarão com uma vuvuzela , até aquele garoto africano com a camisa canário do Ronaldinho, que pode nem torcer para o Brasil em detrimento do seu país de origem, mas deixa claro que o menino gosta é do futebol arte. O camisa 10 do álbum de figurinhas não estará defendendo as cores da Seleção e o garoto corneta do seu jeito: soprando a vuvuzela. O único momento que elas param de soar é na hora do hino nacional de cada nação… um fascínio que silencia.

Duas horas se passaram e a partida termina. Um time saiu vencedor, o outro perdeu ou aconteceu o ingrato empate. Não importa, foram minutos envolventes com toda a magia da Copa e quem sofreu neste percurso foi a camisa do Brasil de R$ 20 (ou a de R$ 180), surrada, mordida, esticada de todas as formas como se fosse um objeto feito para aliviar o estresse e o nervosismo. A qualidade do produto tem que ser boa, porque a expectativa é que dure por 7 jogos, suficientes para chegar à grande decisão no dia 11 de Julho. Pode ser conquistada mais uma estrela a ser colocada em cima do símbolo da Confederação Brasileira de Futebol, ou um vice amargo que causará tristeza e decepção. Enfim, o importante é que grandes lições podem ser aprendidas ao acompanhar um “mero” evento esportivo que possibilita o encontro de um país que ama o futebol (Brasil) contra um país que vive um austero regime político (Coréia do Norte), contra um país que traz em seu nome a principal riqueza de outrora (Costa do Marfim) e contra aquele que é o grande descobridor (Portugal)… um fascínio que ensina.”

Por João da Paz
Fonte: Grandes-Ligas


Nessa sexta-feira, dia 11 de junho, pré-dia dos namorados, vai rolar no Circo Voador, Rio de Janeiro, um baile com a Orquestra Imperial. Como convidado Dj Marlboro.

Abaixo o flyer com as informações completas:

Bela pedida para os solteiros de plantão!

Boa noite segunda-feira

Junho 7, 2010

Um pouco de música aqui no blog, que anda um pouco de forma. Pra voltar, um mistura boa para os ouvidos. Ambient e hip-hop.

Waterjuice – Psychic Dissent

Hieroglyphics – You Never Know

No começo do mês passado coloquei esse post, um vídeo bem legal com o rapper Mano Brown (Racionais Mc’s), o técnico Luxemburgo, o jornalista Flavio Prado e o ex-jogador Neto falando sobre futebol.

Agora saiu a segunda parte do vídeo. Cheio de lances impressionantes de jogos de futebol e da seleção brasileira, eles comentam: “o que faz um jogador receber o rótulo de craque?”

Fonte: Radar Urbano

Em tempos de Copa do Mundo, é bom ver que o futebol de alto nível ainda pode acontecer! Difícil com esses pernas-de-pau de hoje, mas pode acontecer.