É LUV – 13 de janeiro

Janeiro 11, 2010

Essa quarta-feira, dia 13 de janeiro, tem mais uma edição da festa LUV, na boate 00, na gávea, Rio de Janeiro.

Música black de qualidade.

Para aqueles que quiserem colocar nome na lista e pagar R$ 20 pratas, email para luvblacklist@gmail.com.

Lembrando que os nomes podem ser mandados até às 19h do dia 13.

Aproveitando que o assunto é black music, uma dica de som:

Flora Matos e Stereodubs – Pai de Família

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Sai o conceito “Good Things Come To Those Who Wait” e entra “Bring It To Life”. Após 10 anos a cerveja belga Guinness muda a linha de suas campanhas, mantendo as belas produções e extravagâncias comuns a marca.

O filme “World”, criado pela Abbott Mead Vickers BBDO, mostra que não é preciso mulheres, sol e praia para se falar de cerveja. E nem mostrar o produto do começo ao fim.

Começa amanhã, quarta, 28, no Circo Voador, Rio de Janeiro.

A programação, abaixo (clique em cima para visualizar melhor, são 5 imagens separadas):

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Esse vai ser útil

Agosto 15, 2009

Gostei desse gadget criado pelo espanhol Emílio Alarcón. Chamado de Rotgutonix, essa invenção promete acabar com aquela terrível dor de cabeça pós bebida, quando a origem da mesma não é confiável.

O abençoado aperelho analisa a qualidade do seu drink e mostra na tela LCD a marca da bebida, se ela for original, ou uma caveira com ossos, se a bebida tiver sido adulterada.

rotgutonix

“Tive a ideia de desenvolver esse aparelho depois de ter passado muito mal após ter bebido dois drinks na noite anterior. Fiquei com náusea, dor de cabeça e não consegui trabalhar no dia seguinte. Não se tratava de uma ressaca, era alguma bebida adulterada”, afirma Alarcón.

“Era alguma bebida adulterada”! Garanto que pode até ter sido, mas não há ressaca quando se bebe apenas dois drinks, mesmo que você não seja de beber muito. Hahahahahhaha. Mas a invenção foi sensacional. Com certeza os whiskys e vodkas batizados que circulam pelas ruas do Rio de Janeiro (na frente de casas de shows, Lapa, e até mesmo em boates de primeira linha) irão sofrer uma baixa. Bom pra gente!

De acordo com o site do produto, o Rotgutonix analisa as seguintes marcas: Johnny Walker, JB, DYC, Pampero, Brugal e Havana Club. Nas próximas versões, Alarcón acredita que o Rotgutonix será capaz de analisar mais de 20 conhecidas marcas, principalmente de rum, whisky, gin e vodka.

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O Rotgutonix ainda está como protótipo, mas deve ser comercializado no próximo ano.

Confesso que não tenho muita vontade de ter um gadget desse. É só bota a “marvada” no copo e joga pra dentro; ressaca é conseqüência. Mais uma invenção criada pela bebida (ou para a bebida).

Veja abaixo como funciona. Aconselho fazer isso acompanhado de um bom e gelado copo de cerveja, ou algum destilado.

rotgutonix_funcionalidade

Recebi esse texto por email e achei que valia a pena colocá-lo na íntegra. Até porque é de interesse comum de todos que aqui escrevem.

É do escritor Paulo Pellota, que nasceu em São Paulo, SP, no ano de 1950. Esta crônica foi extraída de seu primeiro livro “Paz na Terra aos homens de botequim”, de 2003. A crônica abaixo, e que deu nome ao livro, foi premiada no concurso Grande Escritores de São Paulo, da Litteris Editora, em 1977.

Grande entendedor da arte de beber e prosear, Paulo nos fornece um bom papo de botequim, dividido em várias crônicas. Pode se dizer que o autor é um antropólogo etílico, que, para realizar as reflexões presentes no livro, fez uso da técnica de observação participante. Ou seja, freqüentando bares saiu o livro.

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No prefácio ele afirma: “Freqüentar um bar onde o dono nunca bebe, equivale a ir a um templo em que o sacerdote não acredita em Deus.”

Um brinde e vamos à crônica!

Paz na Terra aos homens de botequim

Paulo Pellota

Beber bem e bater papo são duas artes com grandes afinidades entre si. E o melhor lugar para exercitá-las é o botequim.

Há um consenso entre os grandes praticantes de que o bar, feito exclusivamente para beber e conversar, é o ambiente onde essas artes evoluem com notável fluência. Fluência que é percebida nas mesas de profissionais, gente que leva a sério o supremo ofício de rir e conversar.

A função social do bar é justamente liberar os espíritos e fazer aflorar as identidades a fim de facilitar a conversa. Os temas vão surgindo naturalmente e vai-se falando de tudo um pouco. Importantes decisões sobre os destinos da humanidade são tomadas. Política, futebol, discos voadores, o melhor chopp da cidade, tudo é discutido. Meu amigo Pérsio, competente em matéria de botequim, afirma que há nessas mesas uma fantástica cornucópia de onde brotam os mais interessantes assuntos. Médicos falam sobre direito, advogados tratam de medicina, empresários palpitam sobre música, músicos discutem política, vagabundos pontuam sobre direito do trabalho, em desordem alternada, podendo mudar o ponto de vista a qualquer momento. A lógica, a coerência, podem perfeitamente ficar do lado de fora, já que o bom papo de boteco não tem censura nem admite cobranças posteriores.

Já os amadores, que vão ao bar de vez em quando para comemorar um aumento de salário ou para falar sobre a crise, são facilmente identificáveis pela monotonia notada em suas mesas. “Será que chove”, “Hoje está mais quente do que ontem”, são as mais acaloradas discussões. O papo não anda, estão sempre a olhar o relógio, como questionando se deveriam estar mesmo no bar ou se poderiam estar gastando seu tempo na academia ou correndo em volta do quarteirão. Se forem realmente amadores, podem questionar à vontade, mas, se por algum motivo se tornaram aprendizes, é dever lembrá-los que os exercícios físicos, hoje tão comuns para cultuar o corpo, não passam de modismos. Como tal, apresentam-se como fenômeno passageiro e, mais dia menos dia, pelo perigo que representam, serão extirpados da sociedade.

Quantas entorses, quantas lesões musculares, fraturas, distensões. Quantos infartos esses esforços violentos têm causado. O negócio é tão perigoso que se pedem diversos exames médicos antes de iniciar qualquer atividade física.

No botequim nada disso acontece. Não há registros de mortes súbitas em mesas de bar. Muito menos se comete a indelicadeza de pedir atestado médico antes de um chopp bem tirado.

Claro que é preciso estar em forma. Tanto profissionais como aprendizes sabem que precisam eleger seus bares preferidos e freqüentá-los com assiduidade. Perseverar. Como tudo que se queira fazer bem feito, freqüentar botecos também demanda tempo, dedicação e treinamento. E no bar, é na prática do cotidiano que se aprende com freqüentadores de outras mesas. É uma alegre tarefa do grupo melhorar a atuação individual e coletiva, com a abordagem de temas originais, com a capacidade de surpreender, usando com competência e humor a liberação dos espíritos proporcionada pela atmosfera do ambiente.

Se disciplina é fundamental, também é importante que o novato reconheça que muitas vezes poderá cometer pequenos deslizes, como dar uma caminhada mais longa ou até mesmo uma corrida. Isso não deve ser motivo para pânico, principalmente se não acontecer com freqüência. No começo, isso é normal, porque o iniciante não tem o condicionamento necessário para evitar certos programas e talvez tenha dificuldade para dizer “não”. No fundo, o bom mesmo é rir dessa situação e no dia seguinte compensar esse tropeço tomando algumas doses a mais com os amigos.

Os mais assíduos freqüentadores de bares têm plena consciência de que rir e conversar são importantíssimos para manter-se sempre rindo e conversando. Parece uma redundância, mas é muito mais profundo do que isso e, se houver dúvida, o tema poderá ser experimentado na próxima mesa.

O aprendiz deve levar em conta a tradição. O hábito humano de reunir-se para conversar, beber, rir e comemorar faz parte da História do Mundo. A cerveja parece ter sido criada no antigo Egito, Noé carregou vinho na arca e produziu cerveja ao chegar no monte Ararat, Cristo consagrou o pão e o vinho como alimentos do corpo e do espírito, os vitoriosos unem-se e brindam.

*

Até na Santa Ceia todos sentaram-se à mesa e tomaram vinho — o único que não quis tomar nada e saiu mais cedo foi bem sóbrio receber os trinta dinheiros.

Não há, no entanto, menções históricas dando conta de que algum imperador, grande general, profeta ou o mais divino dos seres tenha dado uma corrida e voltado para o mesmo lugar, certo de que estava abafando.

Há que estar preparado, portanto, para a Novíssima Era que está chegando, em que homens e mulheres não discutirão se têm alguns quilos a mais ou alguns centímetros a menos na barriga. Estarão, sim, reunidos em torno de copos e garrafas, usufruindo do grande prazer de comer sem ter fome e de beber sem ter sede, de compartilhar experiências e de rir com os outros e de si mesmos.

Antarctica Sub Zero

Junho 30, 2009

antarctica_subzero

A partir de julho, o mercado de cerveja de São Paulo e Minas Gerais vai contar com mais uma novidade. A AmBev lançará a cerveja Antarctica Sub Zero, da categoria pilsen – a mais popular do mundo, caracterizada por uma cor dourada, de baixa fermentação e com espuma duradoura.

Segundo a empresa, o diferencial do novo produto é a combinação de um líquido elaborado para ser mais suave e refrescante. A decisão para o lançamento da Antarctica Sub Zero foi baseada numa pesquisa realizada pela empresa com 2 500 consumidores no Brasil, que apontaram a refrescância e suavidade como as características mais importantes de uma cerveja.

Para ser produzida, a nova cerveja passa por um sistema de dupla filtragem a frio, realizada a uma temperatura de -2° C. Durante o procedimento, a linha de produção fica coberta por uma fina camada de gelo e a cerveja chega quase a congelar.

Segundo Marcel Marcondes, gerente corporativo de marketing de Antarctica, o novo produto foi especialmente desenvolvido para estar de acordo com o posicionamento da marca e para complementar o seu portfólio.

“Antarctica tem em seu DNA o conceito de refrescância. O nome, a cor azul, os pinguins do logotipo, todas as referências da marca remetem à sensação de frescor”, afirma.

Não há diferenças com relação à graduação alcoólica, formatos de embalagem ou número de calorias quando comparada às marcas Skol e Brahma (também da AmBev). O preço é cerca de R$ 0,10 acima do que custa atualmente a linha Antártica.

Fonte: Portal Exame

Essas explicações teóricas sobre a produção do iluminado líquido não devem fazer a menor diferença para a maioria dos bebedores (pelo menos pra mim não faz). O que interessa é o sabor e o nível da ressaca do outro dia. Aqui no Rio iremos ter que esperar por essa novidade; talvez essa primeira aparição seja apenas um mercado teste.

Enquanto isso vamos nos divertindo com as antigas. Saúde!

Cineminha.

Junho 16, 2009

Aproveitando o momento, digamos, cinéfilo-de-boteco deste blog, lá vai mais uma dica. Está no ar o Festival de Vídeo Tela Digital. O concurso é promovido pela TV Brasil e reúne curtas nas categorias ficção, animação, documentário e experimental. O desafio é contar uma história entre três e oito minutos. Os melhores e mais votados vão parar na tela da TV.

De cara já indico 2 filmes.

O primeiro é o Interseções, mostra a historia de duas pessoas que tiveram suas vidas acadêmicas no mesmo lugar, na mesma época. Entretanto, traçaram caminhos totalmente distintos. Um deles é o Isidoro, quem é da PUC, assim como nós do Passo o Ponto, vai reconhecer o personagem de imediato.

Link do Interseções: http://www.teladigital.org.br/templates/Player.aspx?contentId=4446

O outro filme é o Cardápio, do diretor e amigo Rodrigo Maia, revela acontecimentos comuns aos butecos de verdade, com suas personagens e cenas tão peculiares e genuínas. E também por isso, são habitats de interesse da galera que escreve aqui.

Link do Cardápio: http://www.teladigital.org.br/templates/Player.aspx?contentId=6525

Enjoy.