Na próxima quinta-feira, dia 17 de dezembro, acontecerá o evento Resistência, que marcará a reabertura da Galeria de Street Art Severo 172.

O evento contará com exposição de telas dos badalados jovens artistas: Big, Rafo Castro, Vagner Donasc, Bives, Gais, Leonardo Uzai E Felipe Motta.

O som da balada fica a cargo do coletivo carioca Interferência Sistema de Som, que irá receber o Dj Machintal, Dj Babão e Dj Negralha.

O vídeo-designer Ian Victor fará projeções de imagens dos fotógrafos Clarissa Pivetta e Márcio Arqueiro.

Serviço:
O que: Reabertura da Galeria de Street Art Severo 172
Aonde: Rua Augusto Severo 172 Lapa
Quando: 17 de Dezembro
Quanto: Entrada franca até 21h00min depois R$10,00

Informações:
Le Mode Comunicação
Michelle Andrade 21 81066522 / 21 87422372

Fonte: McLapa

Dirigido pelo canadense Brett Gaylor, o documentrário “Rip: A remix Manifesto” discute a questão do direito autoral e da posse de músicas frente a essa liberdade que temos na internet. A grande rede já nasceu com essa característica de “ser grátis”; será que é possível mudar esse panorama? Eu, sinceramente, acho muito difícil mudar algo que já nasceu com esse problema (ou solução né?!). Talvez seja preciso pensar outras formas de posse, valor, direitos. Ou seja, há muito e muito debate ainda a acontecer.

rip-remix-poster

Rodado nos EUA, China, Canadá e Brasil, o projeto teve colaboração dos internautas por meio de vídeos que eram enviados para um site. É um filme “open source”. Este termo, criado pela OSI (Open Source Iniciative) pode ser traduzido, no português, para “código aberto”. Isto se refere ao que podemos chamar de software livre, que é qualquer programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado e redistribuído sem nenhuma restrição. Não há uma definição ainda para “filmes código aberto”, mas é aquele que conta com a participação de diversos contribuintes, que não necessariamente estão ali por dinheiro, podendo, o filme, ser copiado, enviado e usado para qualquer fim; sem pagamentos de direitos autorais e processos nas costas.

Voltando ao documentário, este parte da história de Gregg Gillis, o engenheiro biomédico que ficou conhecido como Girl Talk, um dos mais importantes DJs de mashup do mundo (procurem depois por vídeos no youtube, o cara manda bem!). Através desse viés o diretor entrevista nomes ligados ao debate sobre a propriedade intelectual, como Lawrence Lessig, criador do Creative Commons, e Jammie Thomas, uma americana condenada a pagar US$ 2 milhões para a indústria fonográfica por “pirataria”. Entre os entrevistados brasileiros estão Gilberto Gil, e os DJs Marlboro e Sany Pitbull.

“O filme pergunta até que ponto realmente é um crime você pegar uma música de uma banda famosa que ganha um monte de dinheiro com direitos autorais e criar em cima dessa música. Para a garotada que cresceu com a internet, não faz sentido que baixar música seja crime”, explica Daniela Broitman, produtora responsável pelas cenas rodadas no Brasil.

Abaixo o trailer:

O filme já está programado para ser exibido no Festival do Rio desse ano, em setembro, e promete bombar a sessão, visto o tema em debate.

Esse debate deve ser bem interessante, além de ser muito contemporâneo. Para quem, como eu, quiser assistir, sem ter que esperar o Festival, é só acessar: www.opensourcecinema.org. Por se tratar de um “filme código aberto”, era de se esperar que estivesse na rede pra gente.

Para os que quiserem acessar o link do filme.