Trends para 2010

Novembro 30, 2009

Recentemente saiu a lista das 20 tendências de consumo, comunicação e comportamento esperadas para 2010. O ranking ficou a cargo do Trend Hunter. Como era de se esperar podemos ver algumas que de fato podem vingar, outras nem tanto. De qualquer forma vale a pena conferir o que você poderá fazer daqui pra frente, ou evitar de antemão as apostas absurdas.

Welcome to the petabyte age

Novembro 30, 2009

Não há duvidas que desde os tempos da internet discada somos cada vez mais bombardeados por conteúdo. O caminho entre os disquetes e os super HDs foi percorrido em velocidade supersônica. De certa forma fomos nos acostumando com este aumento exponencial de informação, e nos beneficiamos das facilidades que isto nos trouxe.

Convivemos com bytes, megabytes, gigabytes, terabytes. Mas, será que há limite? A quantidade de informação continuará crescendo infinitamente?

Confira este sensacional infográfico elaborado pela empresa de armazenamento Mozy.

Boa note – domingo

Novembro 29, 2009

Franz Ferdinand – Katherine Hit Me

BID e Seu Jorge – E Depois

Acumulam-se críticas ao posicionamento da diplomacia brasileira. “É um absurdo recebermos um ditador”, “não podemos negociar com um presidente eleito através de fraudes”, “esse iraniano não respeita os direitos de liberdade de seus cidadãos”, e finalmente, “esse idiota nega a trágica história dos judeus”. Sim, esse presidente é corrupto – coisa que conhecemos bem: estamos em 75° no índice de corrupção da Transparência Internacional; o Irã está em 168º –, é autoritário, e um tremendo imoral (pra não dizer filh* da put*) por ter negado a existência do Holocausto. Mas podemos citar alguns chefes de Estado que têm um pouquinho de Ahmadinejad no sangue, mas não são vistos como párias.

O presidente Hu Jintao promove forte censura na China, que se expande até a este texto, já que a internet por lá não tem quase nada de internet. Na terra de Jintao também não há liberdade de expressão e os direitos trabalhistas parecem ser medievais, mas todos os países adoram aumentar o fluxo de capital com o descomunal mercado chinês. O ignóbil ex-presidente americano, Bush Jr., manteve-se no poder através de eleições duvidosas, mas todos continuavam negociando com o Tio Sam. Já o Silvio “Vida Loka” Berlusconi é dono de três das sete emissoras de sinais abertos na Itália; além disso, o premiê já disse que Benito Mussolini nunca matou ninguém, apenas “mandava as pessoas de férias para o exílio”. Todos os países citados têm mercados importantes, e por isso, esses defeitos passaram e passam incólumes.

Receber o maluco do presidente Ahmsadksdf, é uma posição diplomática ambiciosa, e condizente com a história da política internacional brasileira: não viramos as costas para quem nunca nos fez mal. Ao dialogar com um “inimigo” do mundo ocidental, o Brasil tenta assumir uma posição avançada na política internacional, tomando as rédeas das negociações com uma nação-problema, que fica apenas atrás da Coréia do Norte. E esta, é um exemplo do porquê é necessário dialogar com os “inimigos” do ocidente, pois o isolamento dos mesmos resulta em mais problemas, que por sua vez podem eclodir em uma desnecessária guerra (redundância). Além disso, claro, negociar com Ahmsdiuah tem um objetivo econômico.

O Brasil adota uma posição que não segue automaticamente os EUA. É um questionamento à representação da posição dos EUA como uma verdade absoluta. Neste caso trata-se de algo bastante coerente, já que os EUA, o líder da pressão contra Irã, é possuidor da maior reserva de armas nucleares. E vale lembrar o passado recente: Washington invadiu o Iraque por que Saddam Hussein possuía armas de destruição em massa (que nunca foram encontradas); e, voltando um pouco mais no tempo, vemos que os Estados Unidos apoiaram ostensivamente Saddam na guerra contra o Irã – que teve cerca de 1,5 milhão de mortos. É exatamente antes desta guerra que vem a inimizade entre Washington e Teerã: desde 1979, com a Revolução dos Aiatolás, quando a embaixada americana foi invadida e reféns foram mantidos por 14 meses. Portanto, independente de qualquer coisa, é preciso prestar atenção e não seguir o país de Barack Obama pra onde ele for. Eles agem através das necessidades deles, nós devemos fazê-lo através das nossas.

China e Rússia, que antes apoiavam Teerã, agora, certamente pressionados por Israel e Estados Unidos, também entraram em cena: os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (EUA, França, Reino Unido, China e Rússia), com a ajuda da Alemanha, exigirão explicações do Irã sobre seu projeto nuclear. O país será convocado oficialmente e terá que abrir as portas, mais uma vez, para a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica). Trata-se do Tratado Sobre a Não-Proliferação de Armas Nucleares – que entrou em vigor em 1970 – sendo posto em prática. Mas analisemos a situação internacional dos armamentos nucleares.

Os seguintes países possuem armas nucleares: EUA, Reino Unido, Rússia, China e França. Percebeu que são os mesmos do Conselho de Segurança? Pois é… Aí me vem à cabeça o saudoso barbudo Enéas, que defendia que um país só era respeitado se tivesse um poder bélico considerável, e claro, defendia o projeto da bomba atômica verde e amarela. Mas retomemos o raciocínio. Além dos já citados, mais quatro países detêm a tecnologia de armas nucleares: Índia, Paquistão, Israel (que nega possuí-las) e Coréia do Norte. O curioso é que esses países não fazem parte do Tratado Sobre a Não-Proliferação de Armas Nucleares – e Israel possui total respaldo dos EUA. A partir deste cenário é possível entender porque o Irã se revolta com as fiscalizações da AIEA e já até tentou burlá-las. Afinal, porque os países do Conselho de Segurança não são submetidos à fiscalização? Os países do ocidente defendem a democracia, até mesmo intervêm em alguns países com essa desculpa, e não praticam isso de maneira global. A política interna deve ser democrata mas a externa gerida por uma minoria?

Vale refletir sobre toda a história da política internacional para entender o posicionamento da diplomacia brasileira. É Claro que podem existir erros, afinal a nossa diplomacia nunca esteve tão ativa. E quanto mais se faz, mais é possível cometer equívocos.

Lula e Celso Amorim, na minha opinião, só cometeram um erro (que já aconteceu na relação com outros países): deveriam ter pontuado com mais afinco a posição brasileira da discórdia. Afinal, o cara se mostrou anti-semita e homofóbico, e nós brasileiros, gostamos de sempre falar que em nosso país, todos, independente da cor da pele, da crença religiosa e da opção sexual, vivemos em paz e harmonia. Era também preciso defender que Teerã apresentasse um programa nuclear aberto e sem tentativas de enrolar a AIEA, e não simplesmente defender o direito deles. Seria uma atitude mais harmônica com a vontade do Brasil de conseguir uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU. O Brasil deve sim buscar novos parceiros comerciais e dialogar sempre, mesmo que seja com países como o Irã. O diálogo leva ao entendimento, e os novos parceiros comerciais trazem dinheiro. São nossas necessidades que devem ser levadas em conta, e não a de países como os EUA.

Outra coisa: é bom mencionar que as duas nações citadas como problemáticas, Coréia do Norte e Irã, têm em seus passados intervenções ocidentais que prejudicaram seu desenvolvimento como Estados democratas.

A revolução inevitável

Novembro 23, 2009

Você é daqueles que acham Orkut, Facebook, Twitter e outas mídias sociais apenas uma moda passageira? Ou não vê utilidade, acha que não passam de poços de futilidade?

Talvez não esteja enxergado a coisa abaixo da superfície. Convido-o a mergulhar, surpreenda-se.

via Blog do Link

Lego para adultos

Novembro 20, 2009

Trabalho bem legal do fotógrafo Jean-Yves Lemoigne para a revista francesa Amusement (que por acaso tem outros trabalhos muito bons também no site).


Realidade virtual, grana real

Novembro 17, 2009

2012 foi uma dos filmes mais esperados de 2009 (pretendo ver em breve).  Os números de bilheteria confirmam essa expectativa, foram 230,4 milhões de dólares no fim de semana de estréia, em todo o mundo. A cifra é pra lá de respeitável, superando a estimativa da Sony, de 225 milhões.

Sempre que lia os dados de faturamento das produções holiwoodianas pensava que aquilo talvez fosse o melhor investimento do mundo. Minha visão leiga de economia e apaixonada pelo cinema me fez crer que investir na sétima arte seria melhor do que qualquer commodity ou moeda estrangeira. Seria.

Hoje deparei com uma notícia impressionante. Na última terça-feira foi lançado o game Call of Duty: Modern Warfare 2. O valor arrecadado? 310 milhões de dólares, em apenas um dia, exclusivamente na America do Norte e Reino Unido. A cifra não chega a ser novidade, há pouco tempo o lançamento mundial de Grand Theft Auto IV teve o mesmo faturamento.

Em julho deste ano a chegada de “Harry Potter e o Enigma do Príncipe” aos cinemas gerou 394 milhões de dólares, a maior estréia do ano até agora. É provável que os 310 levantados por Modern Warfare 2, somados aos países fora da America do Norte e Reino Unido, ultrapassem as marcas do filme do bruxo, ou pelo menos chegue bem perto.

Muita gente ainda torce o nariz, mas é inegável que video game, além de divertir, rende grana pra quem produz, investe e anuncia. E não é pouca.

update (22/11) :

Passados cinco dias de seu lançamento o game Call of Duty: Modern Warfare 2 arrecadou 550 milhões de dólares. Com isso ultrapassou a receita total de GTA IV (500 milhões), a bilheteria da primeira semana de Harry Potter e o Enigma do Príncipe (394 milhões), tornando-se o maior lançamento da história do entretenimento.