“Woody Allen é o mais autobiográfico dos diretores de cinema. Numa prodigiosa sequencia de até agora 44 filmes (quase todos ótimos, alguns inesquecíveis), ele fez seu alter ego neurótico e engraçado o centro de um mundo que se tornou familiar a todos nós. Como geografia esse mundo é Manhattan do jazz, do beisebol e do filme noir. Suas fronteiras mentais seriam a psicanálise, o judaísmo, o cinema europeu. Nesse território se desenrrolam comédias de amor e desengano na quais um final feliz, quando ocorre, não apaga a nota melancólica, nem reverte o riso diante do absurdo da vida. Woody Allen faz um cinema existencial onde o protagonista é a palavra.”

Trecho do texto de Otávio Frias Filho na contra-capa do livro

De minha parte, ainda não tive tempo de ler o livro. Me chamou atenção porém, o fino trato em que o livro foi produzido e finalizado, contendo cenas de sets de filmagens – algumas raras, todas em preto-e-branco, dando um climão noir, típico do diretor.

A divisão dos capítulos parece ser didática: A idéia; Escrever; Montagem e Direção são uns dos capítulos que o leitor se depara ao longo da obra. O último (e maior) capítulo é escrito pelo próprio.

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